sábado, 30 de maio de 2009

Deixe-me ler Dona Fuvestina!


(Antes de começar a ler meu desabafo, gostaria que soubesse quem eu sou. Meu nome é Paolo, moro no Complexo Piratininga. Local procurado por muitos, porém aqui vale a lei do “olho por olho e dente por dente”, esteja preparado se vier para cá. Por ser um gigantesco Complexo, além do Síndico temos outros cargos como a Coordenação de Cultura e Lazer, justamente é nele que eu foco meu desabafo.

Obrigado,
Paolo, 02 de Novembro de ...)




A situação aqui no Complexo Piratininga esta cada dia pior. Sempre gostei de ler, eu e meus amigos na verdade, mas ultimamente nós não conseguimos mais praticar nossas livres leituras, ver nossos filmes. Uma tal de Dona Fuvestina, a nova coordenadora de cultura e lazer do Complexo, nos restringiu o que ler. Não que não possamos ler o que queremos, poder até podemos, mas por acaso sobra tempo? Claro que não!


Ela nos enfiou goela abaixo uns livros fora de nosso contexto. Tinha um falando de dois barcos com almas penadas, que tenho haver eu com isso? Já morreram mesmo... Tinha outro falando de uma índia virgem... Índia virgem? Todos andam nus por lá, como pode ser virgem? Se hoje em dia, com roupas, é difícil achar uma virgem, pense só todos nus.


Agora a coisa fica mais paranóica, tem um que é de um maluco obsessivo que de quase Padre, quase matou o filho e mandou a mulher pra longe. O outro é um playboy que simplesmente do nada, cansou da vida boêmia e se apaixonou pelo campo e pela vida simples. Pode isso? Trocar grana por capim? Só pra ficar melhor, esse último as personagens não falam, grunhem. Sem contar que até a cachorra sertaneja tem seu ponto de vista mostrado. A cachorra ia achar o que de tudo aquilo? Loucura...

Não disse que era paranóico?


Por fim, tem uns razoáveis. Aqueles dos pequenos traficantezinhos, uns marginais de beira de praia. Outro em que Outro em que as pessoas vivem num muquifo em grandes Complexos, onde todos tem seu peso na vida do próximo. O melhorzinho, mais engraçado também, é o que fala de um safado e de uma safada. Desses dois nasce um filho mais safado ainda. Outro marginalzinho. Mas pelo menos ali a vida é nua e crua, sem viagens.


Só pra finalizar, mesmo! O último é de um cara, um músico, que resolveu escrever. Dizem que ele é um poeta, eu não sou muito chegado na música dele, que dirá nos ‘poemas".


Apesar de tudo isso, meu tio disse que eu não devia reclamar. Ele me contou que quando ele era moço que nem eu, a Coordenadora de Cultura e Lazer era uma tal de Dona Ditadura. Não, não é Dentadura é DITADURA. Não confunda, a velha já morreu, dizem que é pecado zombar dos mortos.


Meu tio disse que na época dele, pra se ler um livro tinha que passar pelo crivo da Dona Ditadura, e olha que ela fazia uma vista grossa. Filmes então..., era preferível nem se dar ao trabalho de ir lá mostrar à ela. Tudo não podia, era impróprio. Dizem que depois de tanta macumba que fizeram a velha morreu! A Ditadura foi ‘pros quinto dos inferno’.


Hoje podemos ler e ver o que quisermos, não podemos reclamar muito se compararmos o nosso passado. Agora, que ficar concentrado nesse monte de livro cafona da Dona Fuvestina cansa, e cansa MUITO.


Foi só um desabafo, espero que isso não caia em mãos erradas. Vai que a velha me caça. Se bem que ela não é tão velha, podia mudar um pouco. Mas isso é só sonho por enquanto, quem sabe daqui uns anos, quem sabe...?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crise da "meia" idade

Esse fim de semana, ao menos pra mim, foi agradável. Fiquei entre amigos, ri, falei merda, conversamos, enfim, N coisas. O que mais me chamou a atenção foi uma conversa que brotou. Uma espécie de crise da "meia" idade, aos 18 anos.

Nem eu e nem os demais participantes da conversa tivemos uma vida digamos, 'baladeira'. Não temos e não tivemos o hábitos de sair pras 'balada', de pegar muitas menininhas, de beber por demais, enfim, uma vida quase boêmia. Então surgiu a dúvida: "E se tivéssemos agido assim?".

Mais uma vez o "se" entrou em ação, mas dessa vez com um peso maior de dúvida e talvez com um pouco de pesar também, afinal já nos encontramos numa fase adulta ou quase. Já que esses hábitos são menos frequentes, ou seja, a dúvida do "se" veio junto com a frase "nossa fase já foi".

Aquela sensação de que o nosso tempo já foi, que agora você olha pra frente e vê o quê? Estudo, trabalho e N outras variantes. Teríamos sido pessoas melhores ou piores com a vida boêmia? Por que não optamos por ela? Vamos tentar uma vez? Será que ainda dá tempo?

Dúvidas pipocaram e pipocam ainda em minha cabeça, eu tenho minhas convicções e acho que ainda temos tempo sim, para ao menos experimentar esse tipo de vida. Tardiamente? Sim, mas é o que podemos fazer. Por sorte, no fim da conversa chegamos há um ponto mais confortável, menos desesperador. Aquele sentimento de efemeridade foi deixado um pouco de lado.

A certeza de que somos felizes com nossos modos de vida, que somos felizes por termos sempre uns aos outros e de que não importa o quanto nos vemos, mas que sempre que nos vemos é algo tão intenso, tão diferente de tudo, sensação ímpar de todas as outras, isso foi o que me fez deitar e dormir. Dormir sem ficar encanado, seguir adiante. Eu e meu jeito de viver.

Fernando Dizzio way of life?

sábado, 23 de maio de 2009

Corpo Fechado

Por que as pessoas ultimamente são tão fechada? Não se dão uma chance, não arriscam, não experimentam, não tentam. Será que aquele ditado conservador "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando", tomou conta das pessoas. Não recrimino o dito popular por completo, em alguns casos de fato é melhor ser mais conservador, mas já em outros, se você não arriscar, não se der uma chance a vida não segue.

Tem tanta gente por aí que fica resmungante, chiando pelos cantos. Por N motivos, escola, estudo, amor ou a falta dele, enfim... Poxa, se dê uma chance, se perdoe ao menos uma vez, desligue-se. Não vai por esse dia que você se deu ao luxo de não fazer nada, que você não passará no vestiba, nem vai ser por ele que o teu amor vai acabar com você, mas pode ser nesse dia que você ache o ponto de equilíbrio para as coisas e quem sabe não ache o que procura.

Sei que as coisas todas são relativas, porém vestir uma armadura não ajudará em nada. Pior são aqueles que recusam o que lhes é oferecido. Não é nada imoral, muito menos falso, a oportunidade está ali, foi-lhes entregue, mas recusam, afastam-se. Começam a ter devaneios sobre o que lhes foi proposto: "e se isso for mentira...", "e se não foi bem isso...", " e se...". Isso foi apenas uma ajuda, estenderam-lhes a mão, oferecendo ajuda, aceite! Caso recuse, por favor, não volte a reclamar.

As pessoas podem recusar ofertas por vários motivos, então será que era isso mesmo que elas queriam? Ou será que era sonho? Sonhar todos podem e devem! Porém é preciso sonhar racionalmente. Sonhe com o possível, não fique devaneando muito.

Você deve ter certeza daquilo que procura, deve estar sempre aberto à tudo que for novo, ouça primeiro, escute, aprenda, se for precio experimente, depois pense, julge e por final dê seu veredito. Nem tudo é o que parece. Aprenda, você é um eterno aprendiz.

Ajude-se, eu estou lhe dando a minha mão.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O fim da Imprensa Escrita?

Esses dias eu me peguei pensando nesse blog que eu fiz. Juntei com uma pesquisa feita por mim e um complemento que foi dado pelo meu professor de geografia, o Tom. Todos esses fatos, mais a enormidade de notícias que pipocam na internet eu vislumbrei um sonho antigo: O fim da VEJA.

Sim, por que tudo isso vem aos poucos sufocando e deixando de lado o bom e velho jornal ou a própria revista. Claro que o volume de compras dos dois veículos ainda é altíssimo, entretanto cada vez mais as pessoas preferem ler e se informar no seu escritório ou em sua própria casa. Cada vez mais a notícia vai se virtualizando.

Seria MA RA VI LHO SO se aquilo que chamam de revista, a Veja, acabasse, sumisse, passassem uma borracha e dissessem que aquilo havia sido um engano. Sim esse é um parágrafo onde eu descarrego toda a minha repulsa por essa 'revista'. Ela é tão tendenciosa, tão imparcial. Jesus! E pra piorar é uma imparcialidade incoerente. O grande problema é que o número de leitores é grande, ainda por cima eu não sei o que ela tem que os vestibulares ADORAM tirar trechos dessa 'coisa'. Eu não sou O Fodão, mas acho a Veja tão ridícula. As pessoas que são leitores, me desculpem, não é nada pessoal. É apenas uma indignação minha perante a revista.

Sumindo ou não a Veja, o meu enfoque se prende no contexto geral. Existem tantos outros jornais ou revistas de conteúdo ímpar, que também acabariam por perder seu prestígio ou pior, como tudo que é bom, sumiria.

Eu honestamente não sei até onde um veículo de informação é melhor que o outro, cada qual tem seu gosto. O fato consumado mesmo, é que a cada dia a Internet alça vôos mais distantes, abrangendo mundos como o da TV e da imprensa escrita. Ainda não tive tempo de avaliar como vai ser depois que internet monopolizar esses meios, quando ela englobar.

Quando esse cúmulo do engocentrismo acontecer, onde tudo girará entorno da internet eu espero estar bem longe. Não sei se no meio do mato ou nos jardins do Éden. Só sei que não quero estar aqui.

Isso tudo foi uma viagem minha? Não sei, isso você é quem sabe. A sorte está lançada e fica dada a dica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Papo Animal


Você tem cachorro? Bem, eu tenho um. Sabe aqueles salsichão? Então, daquela raça. O nome é Dauchound, nem Deus consegue pronunciar isso corretamente. O nome dele é Bob, acho que tem uns 8 anos... Mas até agora você não me respondeu, tem ou tem um cachorro? Se você não tem, que pena, mas continue lendo =D; se você tem, que bom! Quero ver agora se você faz o que faço (calma, não se assustem).

Você conversa com ele? É sério, bate um papo, pergunta a opinião dele. Discute, ouve o que eles pensam sobre o assunto, fazem isso? Ou só sou eu o MALUCO que faz? Mas sabia que esse meu saco de pulgas já me ajudou bastante? É verdade. O safado tem as respostas corretas, incrível... Ou pelo menos me induz a achar que elas são as corretas. O mais intrigante, é que escutando o que ele me respondeu, eu ainda não quebrei a cara!!! =O


Algumas vezes, quem vem atrás de papo é ele. Ele sobe as escadas arranha a porta do meu quarto e me acorda. Sem cerimônia nenhuma e sem pedir permissão ele pula na minha cama e deita. Ele faz isso geralmente aos domingos, que não tem corrida de F1.

(obs: Para os mais nojentos eu informo: ele toma banho uma vez por semana, e raramente sai à rua)

Como eu ainda sinto sono, me deito também. Como eu não consigo pegar no sono novamente, por conta daquele peso do meu lado, eu abro a janela e fico sentado olhando pra ele. E ai começa a conversa. Vou falando, ele vai ouvindo. As respostas variam. Se ele acha que aquilo é besteira, ele vira a cara e olha pra fora. Se ele não gosta muito do que ouve, desvia o olhar e fica inquieto. Quando acha que fiz certo, apenas uma patada, e se deita.

Só pra somar, eu ainda tomo bronca, algumas vezes ele simplesmente se levanta e sai, e eu fico lá com cara de tacho. Até meu cachorro se irritou. Parece viagem demais, viadagem demais, loucura demais, carência demais. Mas poxa, tem gente que fala com planta, ou fala SOZINHO. Então não me taxe de nada, por favor.

Não ignore teu cachorro. Esteja certo, que ele é um dos teus grandes amigos. Ele pode não entender uma palavra sua, mas concerteza entende o sentimento com que você fala.

Bata um papo com teu cachorro. Garanto que dá resultado.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Efeito Bumerangue


Tenho certeza que pelo menos alguns de vocês já passaram por isso, ou pior, foram protagonistas desse Efeito. Em todos casos é ruim, porém quem é vítima do Efeito, sente primeiro a tristeza, a saudade. Já quem é o protagonista, sente e sente de forma mais dura e intensa após se livrar da pessoa causadora do Efeito. Confuso? Calma que já te esclareço.

Já viram a comunidade "FUDEU, meu amigo(a) ta namorando!!!", já? Bem, é por aí a linha de raciocínio do Efeito Bumerangue. Por que o pessoa simplesmente se afasta dos amigos, dos amigos-irmãos. Muitas vezes, muda também o jeito de agir, se torna alguém irreconhecível, só pra não desagradar 'o amor de sua vida'.


No começo é tudo beleza, ele nem se dá por conta que mudou, aí quando começa a ouvir reclamações o clima fica tenso. Vira um verdadeiro angu de caroço. A pessoa briga com os amigos, depois só pra ficar 'mais' contente, briga com o 'amor'. Vira uma bola de neve, empurrando sempre as brigas e as reclamações com a barriga.


Só que aí muda a coisa, quem é que dificilmente diz, 'pode contar comigo SEMPRE'? Teus amigos, então, pra mim, são nesses daí que você tem que confiar mesmo. Depois te tandas brigas, eles compreendem sua escolha, na verdade eles reclamam menos. Porém, as brigas com o seu 'amor' não páram, aí o que você faz? Corre e debafa com os amigos, e fica nessa, briga lá, chora cá e só sabe vir pra chorar mesmo.


E quando tudo termina? Adivinha só quem é que te dá força pra seguir adiante? CHUTA...
Nem preciso responder. No fim das contas esse Efeito Bumerangue fere tanta gente! Quando mais longa a volta do Bumerangue, maior a dor. Todos sofrem. O bom é que isso só dá mais força pra amizade. Faz com que você seja apresentado de novo a realidade.

Ame mais à quem lhe oferece a mão, e não à quem lhe oferece presentes, promessas.

Um Sorriso


(Você não tem obrigação nenhuma de saber inglês. Como sou um cara consciente disso, vou lhe dizer, skill = habilidades)

Sabe quando você já acorda com sono? É sério, acorda cansado, sei lá, meio emburrado com a vida. Cansado de você falar e as pessoas não mostrarem nenhuma reação ao que você fala. Elas podem até te dar atenção, mas parece que pra elas o que você fala, o que você conta é algo neutro, indiferente. Já se sentiram assim? Isso é tão desanimardor.

O negócio tava feio mesmo, nem meu cachorro tava me olhando direito. Obedecer ele nunca obedeceu, mas ao menos olhava pra mim quando nós batíamos um papo. Isso parece coisa de lunático, mas não é. Nem assistir ao Globo Esporte ou o Jogo Aberto e ouvir que o Corinthians tinha dado dois bailes de futebol no Santos tavam me deixando animado. Tive até que ouvir que só pelo fato de eu estar de 'cabeça inchada' eu era negativo demais (exagero). Tive que adurar muitas coisas desse nipe também, mas o que eu constatei é que muita vezes você atrai o que sente.

Pra sair dessa situação ou depende de você ou depende de algo externo. No meu caso foi algo externo. Precisava ver um sorriso, expressões faciais. Cansei de ver 'bonecos de cera' a minha volta. Por sorte achei um sorriso, mesmo que envergonhado, mas ainda assim era um sorrio. Foi o que precisava! Mudei, apartir daí as mácaras caíram, muita gente se afastou, ou melhor eu fiz questão de afastar. Chega daquela fase de 'bonecos de cera'.

Agora é só sorrisos, brincadeiras... Se tenho preocupações? Claro que tenho. Mas nem por isso deixo que elas tomem conta do meu humor. Como disse, o humor é MEU e não delas.

E pensar que isso começou com um sorriso. Um sorriso faz muita diferença, TODA a diferença.